Resenha: Todas as coisas belas - Matthew Quick

sexta-feira, 29 de junho de 2018


"Quando foi a última vez que alguém lhe perguntou se você era feliz e olhou no fundo de seus olhos, de um jeito que fez você sentir que a pessoa de fato estava interessada em saber?"




Título: Todas as coisas belas
Autor: Matthew Quick
Páginas: 272
Editora: Editora Intrínseca
Lançamento: 2018
SKOOB
Compre: Amazon
Classificação: 4,5/5






Esse foi meu primeiro contato com a escrita do Quick. Sempre fui curiosa para ler algo dele, então minha expectativa estava bem alta e ele não me decepcionou. .
"Todas as coisas belas" nos apresenta a história de Nanette O'Hare, uma jovem com uma vida perfeita, um futuro todo planejado e pais que a amam. Boa filha, boa aluna, uma ótima jogadora de futebol.
Mas existe uma inquietação dentro de Nanette... Ela não se sente feliz com essa vida, vive como se tivesse representando alguém.

Mas, no último ano do colégio, ela ganha um livro de seu professor, "O ceifador de chicletes", do autor Nigel Booker, é um clássico que conquista Nanette desde as primeiras páginas, desperta novos sentimentos, questionamentos e desejos.

Ela não se contenta com o livro, e assim, conhece o autor e acaba se tornando amiga dele, e através dele, conhece outros jovens que também se encantaram por esse romance, entre eles Alex, por quem se apaixona e se torna seu primeiro amor.



Impulsionada por novos sentimentos e um novo mundo descoberto, Nanette toma decisões importantes sobre sua vida, mas tudo tem um preço. .
Eu adorei a escrita do Matthew Quick. Fluída, envolvente, com humor e muita sensibilidade.
Nanette é uma personagem muito real, me identifiquei com vários dramas que ela viveu ao longo do livro e lembrei muito da minha adolescência. 
Essa fase é muito intensa, cheia de escolhas e decisões importantes. Somos cobrados a todo tempo à se encaixar num padrão. Temos muitos questionamentos e nem sempre encontramos uma resposta.

Acredito que a história de Nanette O'Hare irá inspirar muitos jovens, assim como me inspirou!


"Quem sabe entregar-se à própria natureza nos impulsiona para o desconhecido, na direção de objetivos que ainda não visualizamos, mas que existem mesmo assim."


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